A bala de prata de Moro e a ‘presepada’ e ‘molecagem’ de Bolsonaro na ida ao Supremo

O ex-ministro Sérgio Moro saiu do governo Bolsonaro pelas portas dos fundos; uma situação constrangedora que contrasta com a sua entrada triunfal no governo que ajudou eleger. O ex-juiz e ‘herói’ da Lava Jato foi aclamado pela mídia e pelos bolsonaristas, mas saiu do governo atirando e deixando o presidente uma situação complicado em meio a uma pandemia.

Moro tem provas contra o presidente e parece que o vídeo de uma reunião onde ele e os ministros são ameaçados de demissão se não adotassem a defesa das pautas do governo, é a bala de prata que o ex-ministro tem na agulha contra Bolsonaro, que reluta em não entregar o material justiça, alegando ‘segredo de estado’, apesar do pedido feito pelo Supremo. O ex-juíz rebteu e disse que não há nenhum segredo de estado no vídeo. De que Bolsonaro tem medo? A recusa da entrega de provas requisitadas pela justiça, caracteriza obstrução da justiça.

Essa batalha judicial evoluirá para a política em 2022 e coloca Sérgio Moro como o favorito, a depender do densem rolar dos acontecimentos. Para destruir Bolsonaro, Moro conta com o apoio incondicional da Globo e dos dissidentes do governo. Enquanto isso, o presidente insiste no fim do “isolamento social”, mesmo com 8,6 mil mortos pelo coronavírus.

Sem uma agenda marcada, o presidente atravessou Praça dos Três Poderes, em Brasília, em direção ao Supremo Tribunal Federal (STF) acompanhado de ministros e um grupo de empresários para reclamar de restrições nos estados, e pedir o fim do isolamento para que CNPJs não morram, sem se importar com as mortes de milhares de CPFs. Os ministros do Supremo classificaram essa ida como uma ‘presepada’ e molecagem’.