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A hora da verdade se aproxima e o Supremo Tribunal Justiça será o grande protagonista

O pedido de demissão Sérgio Moro, então ministro da Justiça, deixou o bolsonarismo “perplexo” e “chocado”, tentando desmentir e acusando a Folha, a primeira a anunciar o furo de reportagem, de produzir fake news. A ficha caiu e os oficiais-generais disseram em uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, que governo de Jair Bolsonaro teria grandes dificuldades após a saída do ministro; um dos militares chegou a dizer que Bolsonaro tinha se transformado um ‘zumbi’.

De fato, o presidente tornou-se um morto-vivo dentro do Palácio governado pelo “Parlamentarismo Branco”. Um presidente isolado e sem poderes, tentando governar por decretos, que logo são derrubados pelo Congresso ou pelo Supremo. Moro saiu menor do que entrou, entretanto, a sua saída foi a pá de cal que restava, pois saiu atirando e tem um poderoso arsenal no celular; são quinze meses de puro veneno que será administrado a contas gotas, enquanto usa as costas do morto-vivo como palanque para disputar a presidência em 2022.

O ex-juiz sabe que o governo de Jair Bolsonaro é ‘um sepulcro caiado’, totalmente podre por dentro; conhece muito bem, pois foi um dos arquitetos do mausoléu, portanto, saiu do governo exalando mau cheiro. Será o malcheiroso falando do mal lavado, contudo, Moro já está no chão e tentará se erguer para derrubar o seu arquirrival e ocupar o seu lugar. Para não cair, o presidente apela para a velha coalizão do “toma lá dá cá” com o ‘centrão’, composto com velhas e conhecidas raposas da política:

Vakdemar Costa Neto: Preso no mensalão, ganhou a direção do Banco do Nordeste; Roberto Jefferson: preso no mensalão, provavelmente ganhe a direção de um Ministério; Ciro Nogueira: denunciado por corrupção, terá a direção do FNDE e DENOCS; Giberto Cassab: reu por corrupção, terá seu partido dirigindo a FUNASA. Trata-se de acordos voláteis, que podem ser mudados de acordos com os interesses ou se o general Mourão decidir se unir a Moro para derrubar Bolsonaro e assumir a presidência.

Bolsonro usará as armas que o elegeu; fake news, teorias de conspiração distribuídas na sua poderosa rede de desinformação. Nessa batalha judicial o Supremo será o protagonista.