A morte povoa Manaus e os culpados têm seus nomes expostos

No início da pandemia, Bolsonaro aproveitou a ocasião para fazer propaganda religiosa da seita bolsonarista, na qual protagonizava como o “messias” escolhido por Deus para salvar o país dos “comunistas”. Ele e seus cúmplices induziam o povo a se expor ao vírus para que o ‘efeito rebanho’ criasse anticorpos; não deu certo os pastores negacionista morriam após prometer o milagre. 

A distribuição da cloroquina, ivermectina sem eficácia contra covid-19, tinha o proposito de transformá-lo no homem que livrava o país da doença, graças a um remédio indicado por ele, e não, por especialistas da Organização Mundial da Saúde. Despediu os profissionais e aparelhou o governo com paus mandados. A autocura não aconteceu e o presidente messiânico ficou sem a fama de “salvador da pátria”. 

O governo perdeu o controle e a conta chegou; com a ciência não se brinca. O número de sepultamentos em Manaus quintuplicou em um mês, um aumento de 450%.  A situação em manaus é tão grave, que pacientes estão sendo transferidos para outros estados. “O oxigênio enviado pelo governo federal não é suficiente”, disse  Wilson Lima (PSC), governador do Amazonas, em entrevista ao site O Antagonista.

A Folha informou que médicos de Manaus escolhem quem salvar, por falta de oxigênio. Segundo o ex-prefeito, Arthur Virgílio, 28 pessoas morreram sem oxigênio em apenas um hospital em Manaus: “O que acontece em Manaus é assassinato aos moldes de Hitler, por asfixia. Isso é doloroso e cruel“.  Essa tragédia que podemos classificar como um ‘genocídio’, têm culpados que precisam pagar pelos seus atos.

Bolsonaro e seus cúmplices, que ignoraram  a letalidade do vírus da “gripizinha’ negou a ciência e ameaçou governadores que impôs o lockdown recomentado pela (OMS). O desespero é tão grande, que o procurador de Justiça, Públio Caio Dessa Cyrino, compara a um cenário de guerra: “Isso aqui é uma praça de guerra. E esse governo irresponsável não se planejou para a guerra, apesar de saber que ela iria ocorrer”. Para o jornal The Guardian, Amazonas terá “um dos mais tristes eventos da pandemia no mundo.”

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