fbpx

A queda | os milicos pulam da barca-furada do capitão ‘bunda suja’ para apoiar o general

Desde a antiguidade, o templo foi o último lugar de refúgio para um derrotado; assim como nos tempos modernos, as igrejas acolhem os que estão no final de carreira. Isolado dentro de seu próprio governo, Jair Messias Bolsonaro, capitão reformado, político e atual presidente do Brasil, se refugia nas igrejas lideradas pelo polêmico pastor Silas Malafaia, da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo e Edir Macedo da Igreja Universal, para tentar se sustentar no poder.

O “messias” dos evangélicos e defensor da família, a dele, claro, fez tudo errado. Destruiu o Estado de bem-estar social para privilegiar banqueiros e aparelhou as instituições com militares da reserva e evangélicos, com o objetivo de implantar uma espécie de “teocracia militarizada”; não tinha como dá certo. Os problemas se agravaram quando o espírito de rebeldia incorporou de vez no presidente, que decidiu ir contra as recomendações de isolamento de seu ministro da Saúde, Henrique Mandetta e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Quem conhece a biografia do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, não se surpreende com os seus disparates e hábito de mentir. Bolsonaro tem um histórico de insubordinação militar e chegou a ser expulso da corporação onde era chamado de “bunda-suja”, termo usado pelos militares de alta patente para designar os que não galgaram posições na carreira. Foi um mau militar, que só não perdeu a patente de capitão, graças a um general amigo no Superior Tribunal Militar (STM).

Como um presidente que carrega no seu DNA a força do hábito de criar problemas e não soluções; podemos dizer que, o Bozo, como é chamado pela esquerda, é um presidente “bunda suja” preste a ser expulso da cadeira presidencial pelos milicos, como foi no passado. As forças armadas estão pulando da barca furada do capitão, para apoiar um general de carreira. Aguardem os próximos capítulos.