fbpx

Comparar Bolsonaro a Hitler é um disparate!

A estrutura do governo Bolsonaro foi montado segundo o modelo da Alemanha nazista, mas a propaganda ficou a cargo do poder doutrinador das igrejas evangélicas, que fazem a lavagem cerebral nas massas ignorantes com muita eficiência através do rádio, televisão e nos púlpitos. No entanto, o Brasil nunca será nazista; por questões étnicas e culturais. Será impossível destruir a diversidade cultural de um país multirracial como o nosso, para implantar um regime de pensamento único, tendo Bolsonaro como o líder supremo escolhido por Deus.

Comparar Bolsonaro, o messias evangélico a Hitler é um disparate; ele não tem inteligência, cultura, oratória e nem credibilidade para tanto. O Führer tinha personalidade, os seus gestos e palavras eram calculados, o seu estilo fascinava. Era capaz de manter um estádio de futebol lotado em silêncio, somente para ouvi-lo. O seu poder de convencimento era grande; o “mito” brasileiro não passa de uma fraude, sustentado no poder por uma elite eurocentrista, evangélicos maçônicos e militares, ávidos por cargos e dinheiro público.

A Alemanha derrota na 1ª Guerra Mundial (1914-1918), foi um terreno fértil para disseminar uma nova doutrina nacionalista. O país tinha perdido as suas colônias e obrigado a arcar com as despesas do conflito do qual foi responsável, segundo o Tratado de Versales. A ideia de reconstrução e o sentimento nacionalista foram inflamados pelos revisionistas e propagadores da doutrina nazista. 

Surgiu a teoria da terra plana e oca baseada nos mitos orientais de Agartha, um suposto reino situado no centro da terra onde no passado, teria sido habitado por uma raça superior, progenitora da raça ariana, destinada a governar o mundo. Portanto, era necessário revisar a história e a política da Alemanha, para retomar as suas raízes.

Foi quando em 1925, carteiros alemães e austríacos entregaram cartas aos cientistas e intelectuais, avisando de que Hitler não só “limparia a política”, mas expulsaria a “falsa ciência” (e que eles deveriam escolher entre “estar conosco ou contra nós). Todos os livros que não estava de acordo com a ideologia nazista foram banidos e muitos foram queimados publicamente a partir de maio de 1933.

Surgiu uma nova Astronomia, Cosmologia e Física, que demonstravam que a terra era oca, cujas entradas estavam nos polos Sul e Norte. Os Judeus, que representavam a nata intelectual, foram considerados inimigos da Alemanha e tornaram-se alvos dos cristãos que os acusavam de deicidas (responsáveis pela morte de Jesus), calúnia pregada exaustivamente nos púlpitos das igrejas protestantes.

Apesar dos métodos nazistas usados pelo atual governo, a única coisa que o bolsorismo fez de positivo, foi mostrar o lado podre da elite brasileira e como as igrejas evangélicos se tornaram currais eleitorais da extrema direita, usadas para atacar negros, índios e esquerdistas; o perigo existe e precisa ser combatida no campo das ideias, antes que o pior aconteça.

Apoie este Site