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O acordo entre o ‘justiceiro’ e o ‘ungido’ que deu origem a uma seita de extrema-direita

A integração de Sérgio Moro ao governo de Jair Bolsonaro levou a nova direita (evangélicos) a loucura! Era o fim da bandidagem, da esquerda e do comunismo; o país seria governado por uma teocracia neopentecostal. Os púlpitos das igrejas evangélicos foram transformados em palanques para demonizar os adversários, sobretudo a esquerda. Começava uma nova era com um ex-militar linha dura, ‘ungido’ em termos bíblicos no comando do país e um juiz que agia como justiceiro.

Moro chegou no governo como um furacão para fazer jus a sua fama de ‘herói’ da Lava Jato; protegeu as milícias ligadas a família do presidente. Como justiceiro, criou o “Pacote Anti Crime” que incluíam: prisão em Segunda Instância e excludente de ilicitude, que é licença para matar. Distribuiu outdoors nos quatro cantos dos país com fotos da dupla “dinâmica” (Moro/Bolsonaro), mas logo a propaganda começou a parecer somente com sua foto.

Porém, Bolsonaro via nisso uma autopromoção e um indício de que Moro pretendia uma carreira política; começou a boicotá-lo e fazer o seu estrelismo desaparecer no seu governo. Percebendo a falta de sintonia, Sérgio Moro começou a se precaver, investigando as pessoas ligadas ao presidente e guardando áudios e, mensagens de textos. Por outro lado, Bolsonaro também começou a se movimentar e tomar providências, como, mudar o diretor-geral da Polícia Federal e a equipe indicada pelo ex-juiz.

Começou a aparelhar a polícia para transforma-la numa polícia política semelhante a Gestapo, enquanto seus filhos, querem que a polícia seja uma espécie de ‘SS’. Moro desmoronou, mas caiu atirando para todos os lados. Os crimes cometidos pela dupla de “salvadores da pátria” já comeram a ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal. O bolsonarismo-raiz, ficou abalado com os últimos acontecimentos; ficou difícil ser messias nesses tempos conturbados.