Ele entrará na política para tentar destruir o monstro que criou com ajuda da imprensa

Uma ameaça de morte velada direcionada à Moro, postada por um perfil falso do “Gabinete do Ódio”

A ‘guerra’ será entre um candidato da Globo e a elite financeira, que terá a imprensa e o empresariado do seu lado, contra outro que explorará a fé e o fanatismo das massas ignorantes e que terá como principal arma, o caos e o terror espalhado pelo “Gabinete do Ódio”. Rodrigo Maia não é mais um inimigo número (1) do bolsonarismo; o arsenal das fake news estará apontado em outra direção, Moro e o STF. O ex-juiz tem tudo que precisa no seu celular e os vazamentos serão milimetricamente calculados, ao mesmo tempo em que será atacado de todos os lado.

Na justiça, ele está tão comprometido quanto seu rival; foi cúmplice e terá que responder por prevaricação, obstrução da justiça e corrupção passiva, prevista no Código penal, em seu artigo 317, que define o crime de corrupção passiva como o de “solicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.” Moro confessou que exigiu condições especiais, não previstas em lei.

O antipetismo da grande imprensa, sobretudo da Globo, transformou a Lava Jato em seu braço político, colocando Sérgio Moro no pedestal de “super herói”, caçador de petistas. Aí vieram os vazamentos seletivos de teor político-partidário, e na sequência, o projeto político da Lava Jato para manter Lula preso, eleger o seu adversário e integrar o governo. Porém, dificilmente candidatos da direita entram na política por altruísmo, idealismo ou patriotismo; com Moro, o “herói” da Lava Jato não foi diferente; houve sim, uma negociata no Segundo Turno.

O Congresso é onde as moedas de trocas são colocadas no balcão de negócios; integrantes da Lava Jato não militaram de graça. Delegados lavajatistas distribuíram fake contra Lula e o PT, sob perfis falsos enquanto a “República de Curitiba” vazava delações e combinava prisões. O projetou político saiu vencedor, Moro foi para o governo como ministro da justiça como trampolim para o Supremo. O ex-ministro Revela que era segredo que havia exigido uma garantia para integrar o governo.

No entanto, a garantia exigia o aparo de uma lei, que não existia e nem tão pouco foi exigida sua aprovação pelo ex-juiz. Tudo balela, o verdadeiro acordo foi uma vaga no Supremo e Moro, como ministro da Justiça, prevaricou, obstruindo a justiça e agindo como advogado de milícias, para garantir a prometida a vaga no Supremo. Entretanto, Bolsonaro tinha outros planos e a crise se tornou pública, com Moro municiado para derrubar com ajuda da imprensa, o presidente que ele ajudou eleger (criador X criatura).

Esse duelo já coloca Bolsonaro em desvantagem; pela primeira vez, (54%) da população é favorável a um processo de impeachment contra Bolsonaro e a popularidade de Moro salta para 57%. O ex-juiz tem tudo que precisa no seu celular e administrará os vazamentos com maestria. Enquanto Bolsonaro apelará para o terror e o caos para desconstruir seu adversário com fake news. Moro terá o apoio da imprensa diabolizada pelos bolsonaristas, a elite endinheirada e os que abandonarão o Titanic de Bolsonaro.