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Mega vigilância, armar cidadãos e estimular uma guerra urbana para oficializar a ditadura

Segundo o The Intercep Brasil, a Abin pretende ter acesso a todos os dados, inclusive fotografias dos mais de 76 milhões de cidadãos que possuem uma carteira nacional de habilitação. No entanto, não é competência da agência vasculhar estes tipos de informações.

Os decretos 10.046 e 10.047 têm o objetivo de implantar uma mega vigilância sobre a população e controlar a vida pessoal de cada cidadão, ao tempo em que o governo descumpre a lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11).  

Os decretos vão contra a Lei Geral de Proteção de Dados que regula a privacidade do cidadão no país. O verdadeiro objetivo dessas medidas é descobrir quem é quem, como anda, como pensa e quais são as preferências políticas, para poder reprimir através de agentes secretos de uma polícia paralela usada somente para fins políticos partidários.

As intenções de Bolsonaro são bem claros; com as informações dos seus adversários políticos e críticos ao governo, ele pode fazer o que bem entender; desde uma simples denúncia a uma acusação forjada para tirá-los do caminho. O serviço de propaganda (as milícias digitais) se encarrega de destruir as reputações ao mesmo tempo em que incita o ódio.

Com agentes secretos infiltrados, ele quer armar a população, e para isso, é preciso criar um inimigo e combatê-lo; uma tática usada por todos os governos autoritários de transformar militantes e simpatizantes de partidos adversários em terroristas, criminosos e foras da lei.

Bolsonaro pensou em tudo isso; ele quer gerar um conflito urbano para que as forças armadas entrem em ação e oficialize a ditadura militar que livrará ele e sua família da cadeia. A Justiça está fechando o cerco aos seus três filhos, que poderão ser presos; essa é a verdadeira razão de ter declarado guerra ao STF.