O desespero do profeta do caos e os ataques contra as instituições democráticas

Sérgio Moro, que até dias atrás era o queridinho do clã Bolsonaro, preparou uma bomba-relógio para ser detonada no colo do seu ex-chefe. O presidente sabe que é algo grande e que será capaz de tirá-lo da cadeira da presidência, daí o desespero e o corre-corre dos seus apoiadores para tentar salvá-lo. Isolado e acuado, incita seus apoiadores a promoverem a desordem e o caos, dizendo: “Não vamos admitir mais interferência. Acabou a paciência”.

São palavras de um presidente que já não governa porque todos os seus decretos são derrubados pelo “parlamentarismo branco” ou pelo Supremo. Ele sabe que vai cair e é uma questão de tempo; não terá o apoio dos militares e pelo andar da carruagem, a sua queda será mais rápido do que o esperado. Sérgio Moro não está de brincadeira e fará tudo para que caia e rápido possível, para tento, terá o apoio dos arrependidos, da grande imprensa, do empresariado e da própria polícia Federal.

O depoimento a PF foi longo e com direito a pizza e novas provas que incluíam áudios; o ex-juiz estava em seu território, a “República de Curitiba”. Segunda a revista Veja, que entrevistou o ex-ministro logo após o depoimento, Moro afirmou que apresentou as provas que embasariam as acusações, mas afirmou que o conteúdo completo só virá à tona quando o ministro Celso de Mello, que trata das acusações de Moro no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar.