O que há por trás do empenho do governo na defesa da cloroquina?

Acuado pela CPI do Genocídio, Bolsonaro tentar criar uma cortina de fumaça, colocando o voto impresso para 2022 e ameaça mais uma vez.

“Se não tiver voto impresso, é sinal que não vai ter eleição. Acho que o recado tá dado.”

O presidente está desesperado, pois sabe que não terá a minima chance de se reeleger e pode até sofrer impeachment e ser preso. Todas as tentativas da “tropa de choque” do governo de desvirtuar as investigações da A CPI deram errado. A cada audiência fica mais claro que há uma espécie de poder paralelo que atua nos bastidores em defesa de uma agenda extra oficial pro cloroquina. 

O último depoente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga se esquivou como pode com respostas evasivas para não comprometer o seus chefe, mas revelou muita coisa se querer. Enquanto isso, a auxiliar de Pazuello, “capitã cloroquina”, confirmou ao MPF que esteve em Manaus para ministrar o kit de “tratamento precoce” no auge da pandemia naquele estado. 

A pergunta que alguns começa a fezer é: o que há por trás de tanto empenho de Bolsonaro e seus aliados em defesa de medicamento sem eficacia comprovada no tratamento da covid-19? Quem está lucrando com a ecatombe de mais de 400 mil mortes?

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