O vídeo | reunião de gente mal-intencionada e um chefe que quer livrar a família da polícia

A reunião foi um show de horrores recheado com 44 palavrões, sendo que somente o presidente falou 34. O vídeo comprova a denúncia do ex-ministro da justiça, Sérgio Moro, sobre a interferência na polícia federal do Rio, para salvar a família (13) e aliados (10 a 12) investigados das garras da Justiça.

O vídeo é nojento e causa repulsa; o ministro do STF, Celso de Mello, ficou incrédulo com o que viu. Nele, Bolsonaro admite a existência de “policiais amigos” que lhe passam informações sobre as investigações.

Na “fita” que o presidente não queria que viesse a público para não desestabilizar o seu governo, ele defende armar a população para uma guerra civil, após já ter assinado o decreto nº 9.797/19 que aumentou o limite de 50 para 5.000 projéteis que podem ser adquiridos por ano. Além disso, Bolsonaro não queria mais que armas e munições que entrassem no país fossem rastreadas.

Sem nenhum aviso prévio, contrariou o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), assinando a Portaria 62 revogava as portarias 46, 60 e 61, mas o MPF derrubou a portaria por favorecer o crime o organizado e estimular o surgimento de milícias políticas. O discurso de Bolsonaro em armar a população é pensando em uma guerra civil contra adversários políticos:

Eu peço ao Fernando e ao Moro que, por favor, assine essa portaria hoje que eu quero dar um puta de um recado pra esses bosta! Por que que eu tô armando o povo? Porque eu não quero uma ditadura! E não dá pra segurar mais! Não é? Não dá pra segurar mais.

Bolsonaro diz aos seus subordinados que se ele “perder a guerra” a esquerda voltará ao poder. O vídeo da reunião ministerial de 22 de abril se tornou público e comprovou que Bolsonaro e seus ministros não são patriotas, cristão ou pessoas de bem. Foi uma reunião de pessoas mal-intencionadas que não estão nem aí para a população; a pandemia que já matou 20 mil não estava na pauta.

O lema: Deus, pátria e família, é balela, história para boi dormir; o governo é um sepulcro caiado. Entre tantas aberrações, Abraham Weintraub chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal de “vagabundos”, Paulo Guedes disse que o servidor público é inimigo do governo e sugere botar uma granada no bolso dele. Damares fala em prisão para governadores e prefeitos que estabeleceram punições para quem desrespeitasse isolamento social. Vem mais coisa por aí; falta o Supremo ter acesso ao celular do presidente.