Opinião | Obscurantismo e o controle das massas na era da informação


Atualmente, o fundamentalismo religioso é o maior inimigo da liberdade de expressão, democracia e da igualdade de direitos no Brasil. Há uma tendência crescente da intolerância religiosa entre a grande maioria dos novos evangélicos, que aliados a políticos, pretendem implantar uma “teocracia militarizada” no país, fundamentada na Bíblia e na bala.

A bancada evangélica, a mais poderosa em Brasília, realiza cultos em instituições públicas como se já existisse uma união de igreja e Estado, como antigamente. Esses parlamentares tentam impor uma agenda religiosa de exclusão social das minorias e buscam vantagens nas tetas do governo, como é o caso do pastor e deputado, Marco Feliciano, que gastou uma fortuna do dinheiro público para ter dentes de 18 quilates. Somando a esses, estão os ruralistas, latifundiários do agronegócio, inimigos de índios, de sem terras e de quem atravessar o caminho.

Todos juntos formam a bancada BBB (bíblia, boi e bala); representando uma ameaça à cidadania e a liberdade de pensamento. É inadmissível que integrantes dos Três Poderes, tomem decisões baseado nos seus valores religiosos, em um país de tão grande pluralidade e diversidade como o nosso, onde todas as culturas sempre conviveram pacificamente.

O fundamentalismo só favorece a minoria que está no controle, ou seja, políticos religiosos, eleitos ou não, mas que detêm veículos de comunicação (concessão pública) para fins exclusivamente político-religioso, através dos quais, manipulam informações, diabolizam adversários e manobram as massas; promovendo marchas políticas trasvestidas de religiosidade, com a única finalidade de assegurar votos.

A maioria desses líderes, vendem os votos dos seus fiéis em troca de vantagens pessoais, quando não são candidatos. O fundamentalismo religioso infiltrado nas Instituições públicas, é uma grave ameaça aos direitos individuais. Por isso, o Estado laico precisa ser defendido com veemência.

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