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Os falsos exames de um presidente que não para de mentir e as mocréias das fake news

“Os três laudos apresentados referem-se a um teste PCR, que indica apenas se o paciente está com o vírus no exato momento do exame. É como se fosse uma fotografia. Não é plausível que, até hoje, o serviço médico da Presidência não tenha solicitado um teste IgM e IgG de Bolsonaro.

Para esse teste, colhe-se sangue e o resultado sai em dois dias. O exame determina se o paciente tem ou teve contato com o vírus, e se já adquiriu anticorpos. Durante dois meses, enquanto durou o mistério de seus testes, especulava-se que o presidente já havia adquirido anticorpos e, por isso, estava sempre em contato direto com seus adeptos.”

Escreve o jornalista Dacio Malta no site Jornalistas Livres, que acusa ser os exames, mais uma fake news do presidente, que é um mentiroso inveterado.

A neurologista Stella Taylor Portella, médica que pediu teste de Covid de Bolsonaro já respondeu processo por corrupção em 2009. Veja Matéria completa (aqui). Existe um pesado esquema de conivência e até mesmo de coerção por trás desses exames que veio a publico após uma batalha judicial para não divulga-los. A Fiocruz confirma que emitiu laudos de Bolsonaro sem RG e CPF do paciente; a legislação da Anvisa exige documentos que comprovem identificação. Por outro lado, um Grupo de hackers invadiu o sistema do hospital e disse não ter encontrado exame de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro utilizou a tática da mentira ao longo de sua campanha eleitoral; chegou ao poder graças a um intricado e bem organizado sistema de destruição de reputações de adversários e distribuição de notícias falsas com ajuda de igrejas evangélicas.

Tudo começou em 2013 com a pastora Damares Alves, apresentando aos fiéis da Primeira Igreja Batista de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, uma série de slides com denúncias supostamente inéditas de erotização infantil promovida pelo governo do PT.

A partir daí, ela passou a percorrer as igrejas evangélicas de todo o Brasil, para palestras com conteúdo mentiroso. Trata-se do suposto “kit gay’” introduzindo nas por Fernando Haddad, quando ministro da Educação (2005 a 2012), nos governos Lula e Dilma Rousseff.

A história do “Kit Gay” ficou adormecida até as eleições de 2018. A farsa do Kit foi amplamente propagada nos púlpitos das igrejas evangélicas e via Whatsapp, contribuindo para a eleição de Jair Bolsonaro. Vitorioso nas urnas, continuou valendo-se da desinformação como estratégia de governo, criando verdadeiras milícias digitais comandadas pelo chamado gabinete do ódio.

O presidente continua mentido amparado pelas milícias digitais, capitaneadas por seus filhos, que tem na linha de frente o blogueiro Allan e as deputadas: Carla Zambelli e Bia Kicis, investigadas na CPMI das fake news. As mentiras do presidente não duram 24 h, graças a velocidade das informações. A última foi a dos exames em nomes de outras pessoas e que caracteriza falsidade ideológica.