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Polícia paralela e o delegado que vazava informações para a família ‘cosa nostra’

O The Intercept Brasil, já havia informado através da sua ‘vaza jato’, que procuradores da Lava Jato desconfiavam que alguém da PF vazava informações sobre futuras operações aos investigados. Bebianno falava de uma ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) paralela e sabia que era um arquivo vivo, por isso, teria enviado o celular com áudios envolvendo Bolsonaro para o exterior, antes da morte.

Bebianno morreu misteriosamente, mas foi uma entrevista bombástica dada pelo empresário Paulo Marinho à Folha, que reascendeu o caso e trouxe nova luz aos fatos. O empresário que é suplente de Flávio Bolsonaro, revelou que PF antecipou que Queiroz seria alvo de uma operação. Revelou ainda que a polícia federal atrasou propositalmente a operação para não prejudicar a campanha de Bolsonaro, porque o delegado era simpatizante do candidato.

Um áudio vazado por Queiroz deixa claro que ele estava sabendo de uma investigação e achava estranho a demora da sua deflagração. As peças do quebra-cabeça começavam a se encaixarem e o jornalista Reinaldo Azevedo decidiu investigar e descobrir quem era o delegado que comandava uma ABIN paralela e vazava informações.

Azevedo constatou que a operação “Furna da Onça”, que tinha Queiroz com um dos alvos da investigação, é uma continuação da operação “Cadeia Velha” coordenada pelo então delegado da PF, Alexandre Ramagem Rodrigues”. Esses “favores” e facilitações, aproximaram ramagem do então candidato a presidência, que o tornou coordenador da sua segurança durante a campanha. Por tanto serviços prestados, foi indicado e tomado posse como diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em 11/07/2019.

Como político e agora presidente, Bolsonaro queria uma Polícia Política semelhante a Gestapo da Alemanha nazista, e para isso, pretendia aparelhar a Polícia Federal, colocando ninguém menos que Alexandre Ramagem, amigo intimo e confidente da “família’. Foi aí que entrou em choque com o ministro da Justiça, Moro, que também pretendia algo semelhante.