Rei Davi e o seu polêmico relacionamento com Jônatas

A comédia dos produtores “Portas dos Fundos” onde Jesus é interpretado como gay, irritou a classe religiosa que pretende limitar a liberdade de expressão e impor uma agenda religiosa em pleno século XXI, era da informação. Obviamente, Jesus não era gay, mas os gays sempre existiram na terra santa e certamente foram mencionados por ele em Mateus 19:12:

Porque existem eunucos que nasceram assim, e existem eunucos que foram feitos eunucos por outros – e há aqueles que escolhem viver como eunucos por causa do reino dos céus. Quem pode aceitar isso deve aceitar.”

Nesse versículo são citados três tipos de eunucos: os de nascença (gays), os escravos castrados (Isaías 39:7) e os celibatários dedicados ao serviço religioso (1 Samuel 1.22). Por mais que a religião negue, “eunucos de nascença” na Bíblia se refere as pessoas que não gostavam de mulheres ou não sentiam nenhuma atração por elas. O Talmude cita essas pessoas como sendo frágeis, de pouca barba, voz afeminada e pele delicada.

Pessoas com essas características existiam no tempo de Jesus e não foram ignoradas por ele. São citados no Velho Testamento como: “qadesh” que literalmente significa “santo”, porque se dedicavam ao serviço religioso, chamado pelos judeus de prostitutos cultual. Habitavam em casas nos arredores do templo até a reforma religiosa de Josias (II Reis 23:7).

Obviamente não eram adeptos de Yahweh, já que no templo de Salomão se adoravam várias deuses; por isso, foram banidos durante as reformas, mas continuaram existindo na terra santa. Josefo cita homens vestidos de mulher, durante a tomada de Jerusalém em 70 a.C. Tudo indica que foi uma herança espartana, pois os judeus do período Macabeu alagavam parentescos com espartanos (I Macabeus 12).

Provavelmente, os dórios que deram origem aos espartanos, colonizaram Canaã durante a invasão dos “povos do mar”. Não devemos esquecer que os mais poderosos guerreiros da Grécia antiga não eram apenas homens corajosos, intrépidos e preocupados com a condição física; além do sentimento de superioridade e o gosto pela luta, o exército espartano adotava a homossexualidade nas suas fileiras.

Para os gregos, era um comportamento natural e tinha um caráter divino, já que seus deuses eram homossexuais. O gay na cultura grega e tinha um tratamento diferenciado na elite religiosa e militar. No século IV a.C., havia uma tropa de elite conhecido como “Batalhão Sagrado de Tebas”, formado por 150 homossexuais masculinos, considerados os melhores soldados. Esse grupo foi selecionado pelo comandante Górgidas, em 378 a.C., mas foi derrotado por Alexandre durante a Batalha de Queroneia, em 338 a.C.

Alexandre o grande, um dos imperadores mais poderosos do mundo, era homossexual. Quando subiu ao trono, teve Heféstio Amíntoro como companheiro e amante. Com a morte do companheiro ao retornar da campanha na Índia, Alexandre se recusou a comer e beber por três dias. Mas o vazio deixado Heféstio seria preenchido por outro homem, o eunuco chamado Bagoas.

O relacionamento entre homens também ocorreu na monarquia isralita. O lendário rei Davi, cujas características físicas não se assemelhava aos semitas, mas a um indo-europeu, tinha um relacionamento homo afetivo com Jônatas, filho de Saul. (II Samuel 1.26)

“Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; tu eras amabilíssimo para comigo! Excepcional era o teu amor, ultrapassando o amor de mulheres.”

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