Roberto Jefferson sai da sua ‘cripta’ falando em terror para assustar o Congresso

Ilhado no oceano da incerteza, Bolsonaro invoca os velhos fantasmas e recicla o lixo da política que prometeu limpar. O capitão “bunda suja”, recorre às teorias de conspiração e ao velho e conhecido terrorismo psicológico; abriu a cripta do mofado e esquecido Roberto Jefferson, seu aliado de longas datas, para assustar o Congresso com revelações apocalípticas.

Foi Jefferson que deu o primeiro “emprego” à Eduardo “Bananinha”, que recebia sem trabalhar. Segundo a BBC Brasil, que apurou o fato:

Aos 18 anos, três dias após ser aprovado para o curso de Direito da UFRJ, Eduardo Bolsonaro foi nomeado para um cargo comissionado de 40 horas semanais na liderança do então partido do pai na Câmara dos Deputados, o PTB, comandado por Roberto Jefferson

A BBC esclarece que segundo as normas vigentes à época (2003/2004), o posto foi ocupado de forma irregular; o horário de trabalho não poderia ser cumprido por um funcionário que vivia a quase 1.100 quilômetros de distância e cursava normalmente. Em outras palavras, o “Bananinha” começou na vida pública como um fantasma de gabinete, quando ainda cursava faculdade no Rio de Janeiro.

Por outro lado, o seu ex-patrão, como político, teve uma ficha um tanto quanto suja; foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e 14 dias de prisão, além de multa que passa de R$ 740 mil. O então parlamentar, recebeu pena de dois anos, oito meses e 20 dias, além de 127 dias-multa no valor de dez salários-mínimos, vigentes à época.

O delator do mensalão do qual fazia parte, foi ressuscitado da sua tumba gélida pelo morto-vivo do palácio, para assombrar o Congresso com a promessa de “sangue” e mais uma “delação”; uma suposta conspiração para derrubar o presidente que já não governa. O deputado federal Kim Kataguiri rebate categoricamente a tese conspiratória e revela o esquema Bolsonaro/ Roberto Jefferson. Confira: