Saiba porque a Câmara de Vereadores de Tobias Barreto virou a casa da mãe Joana

A Câmara de Vereadores de Tobias Barreto se tornou palco de uma bagunça generalizada desde que o atual presidente, Romildo Rodrigues de Oliveira, tomou posse da Mesa diretora. Do alto do seu ego e sentado na cadeira da ironia, o jovem vereador se destaca como o astro do “Circus Maximus”. Mas antes de adentrar no cerne da questão, vale ressaltar quais são as funções de cada vereador que ocupa uma cadeira na Casa do Legislativo e recebe os seus subsídios em dia, para tanto.

Função do presidente da Câmara de Vereadores

O Presidente da Câmara de Vereadores está no cargo para representar a Casa do Legislativo com todos os seus vereadores, independente da sua facção partidária. Ele é obrigado pela Lei Orgânica do Município e do Regime Interno, exercer o cargo de maneira impessoal e apartidária. Está entre as atribuições do presidente da Mesa diretora, orientar, dirigir o processo legislativo e votar (voto de Minerva), quando haver empate nas deliberações.

Um vereador recebe o seu subsídio para desempenhar as funções legislativas que consistem em: elaborar leis que regem o município, fiscalizar o uso do dinheiro público, ações do prefeito, vice-prefeito, secretarias e dos próprios vereadores, bem como, fazer indicações. Fora isso é encher linguiça e cantar para boi dormir. O vereador que apenas faz “cobranças” e usa a tribuna como palanque eleitoral-partidário, é um inútil que está torrando o dinheiro público. Antes de fazer as tais “cobranças”, é preciso ter coragem para sentar com o prefeito e se inteirar das reais condições e como a sua reivindicação pode ser atendido.

Casa da mãe Joana

A atual presidência da Casa não segue o rito de abertura dos trabalhos e não faz uso dos protocolos que a função exige. A sua única preocupação é mostrar quem manda, para isso, franze o cenho, faz cara de mau e fala alto, quase gritando, para mostrar que é autoridade naquele recinto. Com o palco montado e cada um com o seu gládio verbal afiado, a baderna tem início num embate que foge do controle, onde cada ator se esforça para agradar a plateia.

Trata-se de uma guerra sem vencidos ou vencedores, pois o vilão de hoje, já foi recebido como herói e quase se torna presidente no grupo que agora é oposição. Esse, dispensa apresentações. Foi justamente pela sua forma de atuar, que Dilson de Agripino, ex-prefeito, o recrutou para “ajudar” na sua administração, em troca, o ajudou a se reeleger com a promessa de torna-lo o líder da oposição, no entanto, aconteceu o que já era esperado. Diante desse caos não há vilão ou mocinho.

O cenário caótico da Câmara de Vereadores de Tobias Barreto piora com os disparates da atriz coadjuvante, a vereadora Elisangela Campos, que a pesar da beleza ímpar e cobrar a norma culta dos adversários, tem um discurso que é uma droga! Desprovido de introdução, corpo, fechamento e coesão. A fala da vereadora está fora de qualquer razoabilidade, consistindo apenas em denúncias vazias e ataques aleatórios aos adversários.

A coisa só entrará nos trilhos se o presidente fizer o dever de casa como reza a Lei Orgânica e o Regime Interno, e lembrar que, por ser maioria e está no controle, a Câmara não tem dono.

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