SAIBA PORQUE OS ESTADOS UNIDOS NÃO ATACAM A COREIA DO NORTE

A posição geográfica da Coreia do Norte é estratégica e funciona como um muro de proteção para a China e a Rússia. É fácil imaginar como o ditador Kim Jong-un teve acesso a tecnologia nuclear, e como vem aprimorando o seu arsenal. Vale lembrar que esses dois gigantes possuem um acordo bilateral econômico e militar. Em caso de uma guerra na península coreana iniciada pelos Estados Unidos, não há dúvidas de que tomará uma proporção mundial.

Isso se torna evidente através dos exercícios militares da OTAN na fronteira com Rússia, programados para ficarem cada vez mais pesados. Uma guerra nessa região, transformará o Japão e Coreia do Sul em alvos dos mísseis norte coreanos, cada vez mais poderosos. As coisas mudaram desde a guerra da Coreia, entre os anos de 1950 a 1953. A segunda grande guerra dividiu o mundo em duas superpotências, dando início a disputa por hegemonia na geopolítica internacional (guerra fria).

A Coreia foi dividida entre os vencedores, após a rendição dos japoneses que ocupavam aquele país. O Norte se tornou comunista ligado à União Soviética, e o Sul, aos Estados Unidos. No entanto, quatro anos após o final da guerra, o Norte invade o Sul e os Estados Unidos e aliados fazem os norte-coreanos recuarem. Mas a China se sentiu ameaçada e seu governo enviou trezentos mil homens para o país vizinho, com vistas a conter o avanço americano, forçando o General Mac Arthur a recuar.

Não obstante, os americanos preparam um grande ataque envolvendo trezentos mil efetivos, bombardeiros B-29; caças Sabre F-86, diversos porta-aviões, navios de escolta e transporte de tropas de mais de vinte países, que se somariam aos cem mil soldados sul-coreanos. O General americano também pediu permissão para atacar a China, mas Truman, o presidente americano, temia uma reação da União Soviética, aliada dos chineses, o que poderia resultar em uma nova guerra de proporção mundial.

A solução encontrada pelo novo presidente americano, Dwight Eisenhower, foi ameaçar a Coreia do Norte e China com armas atômicas, que, até então, só os Estados Unidos as possuíam, caso a guerra continuasse. Finalmente, o Armistício de Panmunjon foi assinado em 27 de julho de 1953, e a fronteira estabelecida em 1948 foi mantida. Para que a paz fosse assegurada, uma região desmilitarizada foi criada entre as duas Coreias. Mais uma vez, a península coreana volta a ser palco de tensões e poderá ser o estopim para a terceira guerra mundial.

Os riscos de uma guerra sem proporções são reais, com os constantes exercícios militares da OTAN na fronteira com a Rússia e vice-versa. Uma guerra com a Rússia não será vantajosa para Europa, que não está satisfeita com a política externa dos seus aliados americanos. Os Europeus poderiam descarta-los e optarem pela estabilidade da região, fazendo as pazes com a Rússia e a China, novas potências econômicas e militares do planeta. Em suma, os Estado unidos não ousarão atacar a Coreia do Norte

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