Sara Winter é apenas a ponta de um enorme iceberg envolvendo os seus financiadores

O grupo ‘300’ era mistura de nazismo, cristianismo, força bruta e gestos obscenos, mas que pregava o ‘conservadorismo’ para livrar o país da dependência econômica da China e “esmagar a esquerda“. Era encabeçado por Sara Winter (Sara Fernanda Giromini), 27 anos, ativista, organizadora de protestos políticos e discípula de Olavo de Carvalho. O grupo contava com patrocínios de empresários e políticos bolsonaristas, entres os quais, estavam as deputadas Bia Kicis (PSL-DF), Carla Zambelli (PSL-SP) e Caroline De Toni (PSL-SC).

Um dos organizadores era Evandro de Araújo Paula, assessor parlamentar no gabinete de Kicis. A deputada apoiou abertamente as manifestações contra o Supremo feita pelas redes sociais, que prometia ser a maior manifestação de todos os tempos, mas foi um fracasso de público. Finalmente, o grupo foi desbaratado e alguns integrantes presos, inclusive Sara, a líder do grupo.

A fundadora da milícia contou em uma entrevista, que veio de uma família desestruturada e teve que sair de casa; trabalhou como prostituta até entrar em contado com um grupo de feministas ucranianas, FEMEN (em ucraniano: Фемен), fundado em 2008 na Ucrânia por Anna Hutsol. No entanto, ela abandou a causa feminista e decidiu aderir aos bolsonaristas que elegeram os integrantes do MBL e Vem Pra Rua da sua rival Carla Zambelli.

Sara Winter se tornou “evangélica” e uma bolsonarista radical que sonhava com uma carreira política, a exemplo dos seus concorrentes organizadores de protestos. Chegou a ser nomeada por Damares como Coordenadora Nacional de Políticas à Maternidade, mas ficou pouco tempo no cargo. Os ataques ao Supremo resultou na sua prisão e no desmantelamento da milícia.

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