Sem comando o ministro da Saúde cai e o Centrão assume em 2021

Apesar dos rumores de que o atual ministro da Saúde esteja com os dias contados no cargo, Bolsonaro nega que Eduardo Pazuello será demitido. Para o presidente não importa o fracasso no combate à pandemia, mas a submissão dos seus ministros; a regra é não dar certo, mas fazer tudo ao contrário do que diz a ciência, jornalistas e as instituições. 

Entretanto, a permanência do general cargo é insustentável por vários fatores. O primeiro foi a falta de um plano nacional contra a covid-19. O segundo e o mais importante para Bolsonaro; o acordo político com o Centrão para salvar o seu ‘pescoço’.

O general Eduardo Pazuello é o terceiro ministro da Saúde no governo Jair Bolsonaro e o que permaneceu mais tempo no cargo. Ele teria sido escolhido  para o cargo por ser especialista em Logística. Foi coordenador logístico das tropas do Exército durante os Jogos Olímpicos, que nada não tem a ver com saúde pública.

Apesar de continuar como general, mesmo ocupando o cargo de ministro, ele não tem autonomia e se limita a ‘obedecer’ de forma humilhante, as ordens do presidente. Não sendo médico, alinhou o seu discurso com o de Bolsonaro, adotou a cloroquina e se manifestou contra o isolamento social recomendado pela OMS.

Foi desautorizado por Bolsonaro, quando anunciou publicamente a intenção de adquirir 46 milhões de doses de Coronavac, imunizante contra a pandemia do novo coronavírus produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. O presidente alegou na sua rede social, Facebook, que não compraria a “vacina chinesa de João Dória”.

Tudo indica que o submisso general não continuará no cargo por muito tempo. O governo está nas mãos do ‘Centrão’ e preso a acordos que envolvem a troca de cargos. Segundo a colunista do portal Uol, Thaís Oyama, o cargo seria entregue ao atual líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP).