Vídeo da reunião insana prova que Bolsonaro queria PF aparelhada para livrar filhos e amigos

A divulgação do conteúdo do vídeo preocupa o governo, que relutava em entregar o material na íntegra; sendo a sua destruição proposta por Bolsonaro. A verdade é que até Augusto Aras ficou impressionado com o que viu e certamente fará a denúncia ao STF. Celso de Melo é relator do inquérito 4.831, que investiga as acusações de Moro contra o presidente Jair Bolsonaro; Mello já deu o prazo de 48 horas para que Moro, PGR e AGU se manifestem sobre divulgação de vídeo.

Tudo indica que o Jornal Nacional sofreu uma “interferência” externa no momento em que falaria sobre o vídeo da reunião que o presidente pedia os ajustes na Polícia Federal para proteger aliados e os filhos que estavam sendo alvos de investigações. O vídeo ainda está sob sigilo e somente a PF em Brasília teve acesso nesta terça-feira (12).

Trata-se da reunião ministerial de 22 de abril, onde prefeitos, governadores e ministros foram ameaçados, inclusive, o então ministro da Justiça, Sérgio Moro, se não aderisse a pauta que presidente queria impor. É um vídeo avassalador e é considerado como ‘uma prova inequívoca‘, pelo ex-juiz federal e atual governador do Maranhão, Flávio Dindo; e comprova a veracidade das acusações do ex-ministro sobre as interferências de Bolsonaro na Polícia Federal.

Foi a “bala de prata” que atingiu o coração do governo e colocou Moro como o principal adversário político dos bolsonaristas.